#Partiu Casa – Aconchego concreto

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Arquiteto, designer de interiores e designer de mobiliário, Roberto Carril, natural do Mato Grosso do Sul, adora Brasília. Mora aqui há 32 anos. Conta que é bastante influenciado pelo modernismo da Capital, pelas referências imagéticas e pelo concreto aparente, tão presente na cidade. Junto com o sócio e lifestyle designer Daniel Portilho, Carril realiza trabalho de apuro da personalidade dos clientes. A JCarril, empresa dos dois, quer mesmo dissecar os hábitos, gostos e sensações de quem habitará o espaço. Fazem pesquisa e análise aprofundada das particularidades de cada um dos futuros habitantes. A ideia é customizar o espaço. “A gente faz com que a casa alimente o potencial do cliente”, descreve Carril. “Um projeto é a projeção do espaço interior do morador. Deve atender ao estilo de vida de cada cliente”, completa. E é assim que os dois trabalham: unindo expertises distintas para realizar um trabalho que tenha foco na relação humana.

Um dos projetos que exemplifica o modus operandi foi um apartamento de um rapaz na casa dos trinta anos, que passava por um período de transição pessoal. Carril conta que o processo de investigar quem era o moço, o que ele gostava e com o que se identificava, serviu como um processo de autoanálise para o rapaz.

Nos dois banheiros da casa, por exemplo, Carril criou um espaço cênico. No banheiro privativo, foi aplicado um tom azul forte, “azul bic”, mais intimista. Já no banheiro social, as paredes têm tom vermelho bordô, conferindo dramaticidade ao espaço. Nos dois, as cores são suavizadas pelo tom de concreto do porcelanato usado, o Portinari Urban Concreto. O material é produzido em seis tamanhos distintos e com acabamento de borda bold e retificado, e pode ser encontrado nas três lojas da Só Reparos.

Carril conta que usa com frequência a linguagem do concreto. “Ele se comunica com a noção de estrutura aparente, não mascara, revela”, explica. No projeto do apartamento, por exemplo, proporcionou fundo para “brincar com a parte cenográfica”, nas palavras de Carril.

Willian Brandão

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