#Partiu Casa – Revisitando o clássico

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A tradição de aplicar azulejos decorados nas paredes remonta da Idade Média. A criação tem origem árabe, mas ganhou fama com a versão lusitana. Durante a colonização portuguesa, a peça foi chegando de fininho no Brasil. Lá pelo século XIX, com a vinda da família real portuguesa para cá, verificou-se aumento do uso do revestimento nos lares brasileiros. De tempos em tempos, a moda ressurge. No verão de 2014, a padronagem azul e branca dos azulejos portugueses ganhou as passarelas e foi parar nas calças, camisetas e casacos femininos nos quatro cantos do mundo. E não demorou para a indústria de revestimentos captar a tendência e lançar novas versões do produto.

A arquiteta Tanara Machado conta sobre a reforma do apartamento de uma cliente, que queria se sentir como se estivesse na praia. A partir disso, Tanara e a sócia, Andrea Vilela, do escritório Quadratti Arquitetura e Interior, fizeram escolha de materiais que privilegiou os conceitos rusticidade e descontração, nada muito sofisticado ou clássico. Outra demanda da cliente eram os azulejos portugueses na cozinha. Deles ela não abria mão. A cliente escolheu o porcelanato Biancogres Português, com desenhos em azul e branco. A releitura dos azulejos utiliza a estética tradicional portuguesa no formato mais moderno e tecnológico do porcelanato. Retificado, o produto mede 17,5cm x 17,5cm e pode ser encontrado em nove opções de padronagem. Existe também a versão Português Yellow, nas cores branco, azul e amarelo.

“Partimos do azulejo para compor a cozinha”, explica. Para evitar excessos, já que a padronagem costuma ser muito detalhada, Tanara sugere que o produto seja aplicado em uma porção específica do ambiente, em algum lugar que não fique tão cansativo. “Deve-se tomar muito cuidado com os outros elementos, por exemplo, com os armários e as outras informações do local, para não pesar, e também para que não se sobressaiam sobre o azulejo”, comenta.

“Tem de tomar cuidado com o tamanho do espaço e com os outros revestimentos. Não podem brigar”, completa. Para arrematar a cozinha da cliente, que gosta muito de cores, foi usada uma bancada em stone amarelo (um tipo de pedra artificial, que se assemelha ao granito). “Nossos clientes nos pedem indicação de lojas, para comprar os materiais de que precisam”, diz. “Indicamos a Só Reparos e ela encontrou tudo lá: acabamento, revestimentos variados, inclusive o Biancogres Português, tinta, rejunte e metais em geral”, encerra.

 

“A cliente encontrou tudo lá: acabamento, revestimentos variados, inclusive o Biancogres Português, tinta, rejunte e metais em geral.” Tanara Machado, arquiteta, do escritório Quadratti Arquitetura e Interior.

Willian Brandão

Azuleos portugues_So Reparos_Biancogres

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